Os hambúrgueres 'azuis' que conquistaram os portugueses


   
h3. A cadeia que começou a dar os primeiros passos no Saldanha já entrou no mercado espanhol e polaco e vai abrir este ano duas outras lojas na cidade brasileira de São Paulo.
"Hamburgologia", o termo ainda não existe nos dicionários de língua portuguesa, mas houve três portugueses que descobriram esta arte nos últimos anos. A história desta ciência, agora aperfeiçoada - e todos os dias testada nas lojas h3 -, começou no centro comercial Monumental, em Lisboa, mas já conquistou outros países, como Polónia e Espanha. E prepara-se para entrar no Brasil. O segredo é simples: oferecer uma refeição rápida mas com qualidade gourmet. No entanto, como este termo francês já se vulgarizou e até "já há comida para gato gourmet", os responsáveis preferiram substituir a expressão por "New hamburgology" (nova hamburgologia).Iniciada já em período de crise económica, a cadeia h3 já é vista como um exemplo nacional de empreendedorismo. O segredo destas lojas onde o azul é a cor predominate, para Albano Mello, um dos três proprietários, é o facto de em Portugal existir uma falha de mercado: "Não existe cá, nem mesmo em alguns outros países, um restaurante com as nossas características. Um restaurante que é rápido a servir e tem qualidade."Actualmente existem cerca de 40 lojas h3, sendo a maioria delas em território nacional. Na Polónia já há uma, em Espanha outra, e serão inauguradas, ainda este ano, duas em São Paulo, no Brasil. E esta expansão não tem sido nada difícil. António Araújo, outros dos responsáveis, diz ao DN, com um sorriso nos lábios que "é sempre fácil gerir quando a empresa dá dinheiro, que é o que tem acontecido com a h3". Ainda assim conta, em tom de brincadeira: "Costumamos dizer que se tudo está a correr tão bem com crise, gostávamos que o País saísse da crise para perceber o nosso real valor." Uma das coisas que diferenciam António Araújo, Miguel Van Uden, e Albano Mello (os três proprietários) é "o facto de nenhum querer mandar", o que torna a h3 um caso ainda mais particular. "Na teoria é normal dizer-se que tem de haver uma liderança, alguém que decida, mas nós somos uma afronta a essa teoria. Aqui dentro, todos tomamos decisões e entendemo-nos muito bem assim", explica Albano.